Opinião do editor - As corporações são capazes de tudo para impedir as reformas.

CLIQUE AQUI para ler, também, "Temer é vítima de uma conspiração", Reinaldo Azevedo, Veja.

O governo Temer sabe em quem mira quando avisa que pedirá perícia no grampo aplicado sobre o presidente e quando avisa que buscará em juízo a reparação dos prejuízos que sofreu ontem.

Seguramente há, nos órgãos que têm acesso às delações de Joesley Batista, quem esteja interessado, em gerar turbulência no governo, exatamente no momento em que o presidente parecia ter arregimentado os votos suficientes para a difícil aprovação da reforma da Previdência. 

A ideia foi encurralar, imobilizar, fazer o governo recuar e até mesmo derrubá-lo.

O modus operandi do vazamento deixa isto visível. 

A parte da delação que foi divulgada não continha senão fragmentos de frases transcritas de uma gravação clandestina feita por Joesley Batista em uma conversa com Temer. Não se conhecia o contexto em que o diálogo se deu, porque a gravação não foi tornada imediatamente pública. Durante as horas que se seguiram à divulgação da existência do explosivo material, mesmo que não se soubesse o exato teor do que disse Temer, criou-se um fato político gravíssimo. A demora em tornar pública a gravação se prestou, deliberadamente ou não, a prejudicar o acusado, encurralando-o. A versão que certamente interessava ao vazador, portanto, se impôs.

A divulgação completa dos áudios tornou clara a má intenção dos vazamentos seletivos.

Quando o Michel Temer fala em conspiração e traição, é certamente a isto que se refere.

Mas é preciso que o governo tire tudo a limpo, inclusive ps interesses contrariados, e dê nome aos bois.